Dias de altos e baixos. Desde de meses de idade já tomando medicamentos para evitar crises de epilepsia. Todo mês fazendo exame de sangue para controle do medicamento no sangue. Fez tantos que não suporta ver agulhas. Um homem de 1,72 de altura, 90 quilos, desesperado quando se fala em exames, vacinas. Como segurar esta "criança"!!!
Com 14 anos, foi fazer um exame de sangue, pois toda vez que ia ao banheiro urinar, aparecia formiga. Era a diabetes, 400 de glicose. Corre para o hospital. Chegando lá, foi para 560. Noite toda na bomba de insulina. O que aconteceu? Deu uma parada nas glândulas supra renais, na produção dos hormônios masculinos e aí...glicose subiu.
O que ele não gostava de ver, por muito tempo teve que fazer. Aplicar insulina e fazer controle da glicose com aquela lanceta furando o dedo.
Uma notícia boa: agora o controle se dá só por medicamento. Oba!!! feliz por ele e por nós. Que sacrifício!!!
A médica falou que a meningite bacteriana não mata, mas deixa muitas sequelas. Elas surgem de tempos em tempos.
Ah, a primeira foi perder a noção das cores. Até os 4 anos sabia todas. Agora, se acertar...é sorte.
Retardo mental, hiperatividade, agressividade, diabetes, esquizofrenia, psicose.
Continuo nos questionamentos mesmo já vivenciando tantas coisas. Quando vem na minha cabeça pensar que com a idade que tem, já estaria formado, casado ou não, quem sabe filhos e, olhando para os meus amigos que tem filhos da mesma época e ver que todos já estão cumprindo suas tarefas de cidadãos adultos, puxa, como isso me entristece. Tento não focalizar muito nisso, afinal, ele é especial.
Tenho muito para contar, mas...e essa pandemia.
Como está difícil. E com filho especial que não entende.
Como estará sendo em outras casas, com pai, mãe. Com mães sozinhas, pais também.
Você repete 10, 20 vezes a mesma coisa e a criança bate na mesma tecla o dia todo.
Posso ir lá fora? Quero cortar o cabelo!
Vamos sair?
O perguntar é chato, mas quando avança porque não pode as coisas...meu DEUS!